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9 de outubro de 2011

Coisas alheias #16

Chuva. Vento. Um quarto. Uma cama. Um edredom. Um travesseiro. Uma pessoa. Um perfume. Uma vontade. Um nó na garganta. Uma saudade. Um sentimento. Um par de sapatos no canto do quarto junto com calça e blusa. Um par de meias metido nos pés. Um frio constante. Ela se agarrava ao edredom, o abraçando bem forte  e junto ao seu corpo, e com os olhos fechados, ela sussurrava para si mesma "vai passar logo, vai ficar tudo bem". Ela queria sentir o toque quente daquelas mãos conhecidas, o abraço. Ela só queria que tudo passasse, que não houvesse medo. Ela só queria que tudo fosse um tempo ameno, ensolarado.

29 de julho de 2011

Coisas alheias #8

Era noite. Fria e calada. Preenchida, às vezes, pelo som dos carros insistentes. Deitada e minha cama, coberta até as orelhas, olhava incansavelmente o relógio: 4h da manhã.
Não havia sono o suficiente que pudesse preencher a vontade que eu tinha. A vontade de sentir o calor emanado da sua pele se transferindo à minha. Em silêncio, lágrimas caíam de meus olhos. O porquê, eu não sabia. Só sabia que era preciso que elas saíssem. Algo doía, e eu também não sabia o quê era. Talvez fosse a vontade imensa de te trazer agora para perto de mim. De sentir suas mãos dedilhando minhas costas. De ver seu sorriso bobo, e sentir o seu cheiro da curva de seu pescoço. Talvez, no meio da noite, eu tenha virado uma criança, com medo, muito medo do escuro. Ou talvez um medo inexplicável de se perder algo que se ama muito. E que precisasse de um abraço, somente. Daquele abraço. Do seu abraço.

29 de maio de 2011

Coisas alheias...

Domingo ensolarado, e aquele frio que me faz querer um copo de chocolate quente e cobertas. Meias coloridas e reflexões. Ah, meus dias agora parecem que não são mais os mesmo se eu não leio a frase "vou pegar um café". Parece que não são mais os mesmos, se eu não tiver o seu apoio. Que preciso sentir o calor de suas mãos gélidas em minha pele, contornando a extensão de meu corpo, para que eu possa acreditar que isso é real. Preciso dos seus beijos, que apesar de calmos, são intensos e transmitem sua vontade. Preciso de abraços. Preciso sentir minha pele se arrepiando ao seu toque, minhas mãos puxando seus cabelos, minha boca brincando com a sua, o choque das línguas, e o desejo. Preciso ver seu olhar bobo, sua mão em meu rosto. Preciso de momentos de descontração. Preciso de coisas, que podem ser julgadas insignificantes, mas que completam meus dias, e que sem elas, estes são tão inúteis, demorados, cansativos, e parece que há uma lacuna, um espaço vazio quando não vejo seu sorriso. Ah, seu sorriso...