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16 de dezembro de 2011

Refletindo #5 - Fim de ano

Final de ano é aquela coisa... nostálgica. 
Hoje enquanto tomava meu café, e mastigava aquele pãozinho com manteiga rotineiro, parei para pensar na minha vida esse ano. Ou, como ela era um ano atrás, e como está agora. E... parece que tudo aconteceu há muito tempo.
Há exatamente um ano atrás eu estava chorando e vendo minha nota na UNESP, e que eu não tinha passado em jornalismo por 4 pontos. É... eu estava sendo consolada por uma pessoa pelo que eu não conhecia muito bem, nunca tinha visto, havia o conhecido por twitter, mas que era a minha maior companhia. Eu já tinha desistido de tudo, e iria continuar na minha vida de cursinho-vestibulares em 2011... Eu estava solteira, desiludida, cansada, querendo que o mundo se explodisse, e que, em 2011 eu não iria me envolver com ninguém, iria cuidar do meu futuro e... mudar de cidade. Continuar na academia. Estudar mais. Deixar o cabelo crescer, pintá-lo... Conhecer pessoas novas, fazer juras que amizades continuariam... E, por incrível que pareça, eu iria deletar esse blog. Esses eram meus planos.
Mas não foi bem assim... 
A tal pessoa-consoladora, acabou se tornando meu namorado, meu melhor amigo, minha companhia desde a hora que eu acordo até quando vou dormir.
Sobre o vestibular? Eu acabei passando na UFScar em 6ª chamada! 6ª CHAMADA! Aos 44 minutos do segundo tempo. Mas é como dizem, antes tarde do que nunca, e também, o fácil foi entrar... quero ver eu sair de lá HAHAAHA. E desde que coloquei os pés lá... eu mudei. Mas não foi pra pior, pelo menos ao meu ponto de vista, e não estou falando porque eu quero me gabar. Nada disso. É que eu mesma sinto que mudei muito. Deixei de me preocupar com coisas muito pequenas, deixei de me preocupar com intriguinhas ridículas... Passei a conviver com gente de todo o tipo de personalidade.
Não foi fácil. Eu estava acostumada com uma rotina, com jeito de pessoas. Com gostos "parecidos". Eu sentia falta do colegial, do cursinho, por incrível que pareça. Sentia falta das brincadeiras e das pessoas... eu ainda sinto falta das pessoas. Mas, uma coisa aconteceu que ninguém, ou a maioria não entende. Tempo. O tempo se reduz pela metade, ainda mais em fechamento de semestre. Mas né. Tudo era desculpa pra não sair ou não querer vê-los... Trabalhos, provas pra estudar, livros pra resenhar, arranjar um tempo pra poder ver a família e o namorado. Sabe, parece uma coisa "fácil", mas não é. Mas na faculdade, conheci pessoas, que posso falar que quero estar do lado sempre que possível. Que fazem aquela sala de aula ficar mais suportável em aulas insuportáveis. Pessoas especiais. E muito.
Cortei meu cabelo na primeira oportunidade que tive. E acabei pintando ele de vermelho...
Consegui levantar o blog novamente, consegui parceria com as Editoras, e agora, ele está aqui. Não me vejo mais sem ele. Não me vejo mais sem fazer resenhas. E muito menos, sem livros novos. Ah, livros... eles me trincam! Acabam com meu dinheiro. Sim, isso é verdade. Acho que foi o ano que mais li na minha vida. E não me canso.
Tirei carta de motorista. "Tenho" um carro, que carinhosamente chamo de coxinha. Passei a gostar mais de cachorros. E alguns pontos de vista que não mudaram: Você não vai encontrar um príncipe encantado na faculdade. As festas são praticamente todas iguais. E sim, ainda terá gente que age como colegial lá... Não que eu seja um exemplo de pessoa madura, pelo contrário.
Mas, o intuito desse post, era mostrar que em um ano, a vida pode mudar e ser de um jeito totalmente diferente do que planejamos em dezembro do ano anterior. Era agradecer as pessoas que eu encontrei, as pessoas que ficaram ao meu lado sempre. E pedir desculpa àquelas que me afastei, e falar, por mais que não acreditem, que eu sinto falta delas e que lembro sempre de todos os momentos em que passamos juntas. Porém, há coisas que nunca vão mudar... como o meu pãozinho do manteiga rotineiro...

31 de agosto de 2011

Refletindo #4

Percebi uma coisa. Às vezes não damos valor àquilo que realmente precisa.
Eu nunca fui muito de cachorros, mesmo tendo alguns durante minha vida. Tive dois quando era bem pequena, não me lembro muito bem - só lembro que um, eu queria que ele escovasse os dentes comigo, e então, acabei dando a minha escova de dentes pra ele. "Totó tem que ficá com os dentinhus limpinhus". Se minha mãe não tivesse visto, provavelmente eu teria pego a escova de novo e colocado na boca... ai, meus 4 anos de idade... enfim...
Depois de um tempo, e a maior parte de minha vida, não tive mais nenhum animal para cuidar. E não tinha muita vontade de ter. Na verdade, não que eu não goste, eu adoro, acho super fofo, mas pra mim não fazia tanta falta. Porém, há um ano atrás, de tanto que minha irmã queria um cachorro, arranjamos uma Poodle-micro (?), daqueles pequenininhos. E, parece que quanto menor o cachorro é, mais bagunça ele faz. Quando pegamos ela, dava pra segurá-la na palma da mão, de tão pequenininha que era. Lembro que vi ela começar a andar... começar a morder, entrar dentro de casa, destruir um tênis meu, um papertoy meu... aí, parei pra pensar que, se não houve mais ela nesses dias, não teria a mínima graça. Por mais que você não queira um cachorro, no fim, acaba criando um amor por ele. Li uma vez que, cachorros "sentem" quando há algo de errado, e vão pra perto da pessoa para fazer companhia, pedir colo... e acabei provando que é meio verdade isso. Por mais sozinho que você se sinta, sempre vai ter uma cabecinha com um par de orelhas bufantes pedindo carinho na barriga e um colo. Sempre vai ter aquela carinha de dó pedindo comida quando você estiver comendo, ou então mordendo a barra da sua calça para que você dê atenção e brinque, ao menos um pouquinho com ele. Sempre vai ter um sapato destruído, um tapete sujo, ou qualquer outra coisa mordida. Mas isso é tão pequeno em comparação ao bem que eles nos fazem sem pedir quase nada em troca...

24 de agosto de 2011

Refletindo #3

Eu estava estudando Epistemologia da linguagem... enquanto refletia sobre um assunto que minha mãe havia acabado de me contar. Ela tinha contado que "não sei quem" estava com um pequeno tumor na cabeça e que esta pessoa havia acabado de ter um filho. Aí, eu parei para pensar como a vida pode ser pequena, curta, traiçoeira. Na verdade, a gente vive reclamando. Tá com dor nos braços, reclama o dia todo por causa disso. Tá sem dinheiro, reclama o mês todo por causa disso. Tá tendo um dia ruim, parece que tudo conspira contra você, até o horário do ônibus passar muda. Aí, você recebe um notícia que pode mudar o rumo de sua vida. Totalmente. E, parece que nada mais importa. Que a única coisa que você quer é viver. Viver porque você tem tanta coisa a aproveitar, descobrir, ensinar, sofrer, correr atrás. Você tem tanto a dar, amar, descobrir prazeres, conhecer pessoas, ter um emprego, quem sabe fazer um curso novo, quem sabe viajar, conhecer países, lugares novos, pessoas novas, um paralelo diferente. E diante de uma notícia, parece que tudo fica tão pequeno, num espaço curto de tempo, que você quer ter forças suficiente para aproveitar o momento como se fosse o último... mas algo te arrasta pra baixo. E se acabar tudo de uma hora pra outra?
"Como se fosse o seu último instante na terra...", ao pensar nisso você estremece. Não, não quer que seja meu ultimo instante aqui, não. Você se sente numa ruína. Promete que dali em diante será mais paciente, mais tolerante, mais alegre, mais despreocupado, não quer mais viver sozinho, que vai dar um rumo na sua vida... você precisa, você quer, você tem pouco tempo... mas peraê! Você não deveria fazer isso só porque se encontra numa situação difícil. Deveria fazer isso sempre. Deveria amar mais, brigar menos, reclamar menos, acreditar mais, conhecer mais pessoas, acreditar mais nelas, agir diferente. Fácil falar, né? Só não deixe pra fazer isso quando chegar a um ponto que não tem mais retorno, como se fosse o último dia de decisão para mudar da sua vida.

13 de junho de 2011

Refletindo #2

Esse dia dos namorados me fizeram refletir. Na totalidade, eu sempre tinha passado esse dia sozinha. Não que fosse algo muito diferente do que são os dias, mas o desse ano me fez repensar sobre.
Vi comentários que falavam "Dia dos Namorados pra quê? Um dia oficial pra se falar à uma pessoa que você a ama?", "Dia dos Namorados, e um domingo, solteira, quero mais o que?"...
E quando você está solteira, você se sente a pior pessoa do mundo, e parece que a todo lugar existem casais e que o universo está conspirando contra ti. Reflita: Existem pessoas em piores situações que você, que não tem um namorado. Pessoas que não tem um pai ou uma mãe nos seus dias respectivos. Foi pensando numa dessas que, agradeci por ter os dois, e parar e reclamar.
A realidade é, você não precisa de um dia especificamente para dizer à pessoa que a ama, precisa de um dia só para estar ao lado dela. Sentir a presença. O abraço, o cheiro e saber que ela está bem. Não precisa de muito, só a presença. Presentes são símbolos. O que eu queria mesmo é poder vê-lo todos os dias.
Mas o intuito desse post, não é lição de moral e viajar muito além. É simplesmente para agradecer àquela pessoa que me ajudou quando eu mais precisei, estendeu a mão, me notou, me ouviu, consolou. Àquele que, teve a santa paciência de esperar para me conhecer pessoalmente, que me fez e faz sentir falta das brincadeiras quando não estava/está por perto, que me conquistou e fez/faz amá-lo e muito, por causa de seu jeito, sua covinha do mesmo lado que a minha (hihihi) e claro, suas sardas. Àquele que me conhece melhor que muita gente que convive há bem mais tempo comigo, que sabe quando não estou bem. Que me completa e completa meus dias. Àquele que me arrepia com o toque de seus beijos. Àquele que encara a vida de um jeito diferente, que tem aquele jeito de menino arteiro, sonhador. Àquele que fica com cara de bobo, que me faz sorrir só de pensar, que sem ele, meus fins de semana não tem mais graça. Você não precisa ser perfeito. Ninguém é. Só precisa ser você. Só precisa ser assim... meu. Eu amo muito você, sardentinho. =)

Dedicado para o @bloody_brothers ;)

8 de junho de 2011

Refletindo #1



"Eu amo comida e eu odeio exercícios. Eu não tenho tempo para academias... Eu não quero estar na capa da Playboy ou Vogue. Eu quero estar na capa da Rolling Stone ou Q. Não sou uma criadora de tendências... Eu sou uma cantora ... Eu prefiro pesar uma tonelada e fazer um álbum incrível  do que parecer com a Nicole Richie e fazer um álbum de merda. Meu objetivo na vida é nunca ser magra."

 ;)