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13 de dezembro de 2011

Essa vida de gordinha...

Pois é. Voltei pra academia. Com as férias aí, é claro que eu queria ficar o dia todo na internet e ficar naquele ócio até dizer chega (pera, acho que já faço isso... enfim...). Ah, sabe, é uma delícia nesse calor gostoso de amostra do inferno, você sair da sua casinha e rumar até a academia - a pé, diga-se de passagem - e se matar na esteira e bicicleta.. mas espera, essa é só o aquecimento! Abdominais, exercícios para as coxas, para a coluna, para a bunda, para o peito, para o cabelo, para a unha do dedão do pé...
Mas uma das razões as quais eu voltei pra academia é porque fiquei um ano sem fazer NADA. Literalmente. Eu acordava e ia comer, e sentava na mesa do computador e ficava até chegar a tarde, que era o horário da minha aula. Ia de carro para a faculdade, que é um lugar que parece uma floresta, e claro, tinha que andar, mas não era muita coisa... mas, eu chegava na sala de aula morrendo! Enfim, nisso, eu acabei engordando, não estilo "OH MEU DEUS, ENGORDEI 30 QUILOS EM UM MÊS", mas alguns quilinhos que foram suficiente pra me deixarem paranoica... como qualquer mulher. Aí já viu, né, as roupas ficando apertadas, calças aumentando de numeração... mau humor reinando. Mas o X da questão, se é que tem, é que eu como boa gordinha, sempre, sempre gostei de comer. E claro, comer porcarias. Sou daquelas que não vive sem refrigerante durantes as refeições, que troca o jantar por um fast-food, e que, como vício, não pode ver um doce e muito menos um chocolate na frente. Quando vejo, puff, comi.
Nessa contexto, vivem me perguntando de que adianta fazer academia se eu não faço uma dieta para "obter os resultado". Não faço dieta porque eu odeio. Imagina passar uma tarde sem poder tomar um suco de maracujá e comer um pão de queijo quentinho? Mas nunca que eu troco isso pra 4 copos de água gelada. Eu faço academia, não para ficar magra, mesmo porque não me vejo magra, e seguir os padrões de beleza idiotas. Sim, pra poder comer sem culpa depois, sem sair do controle com meu peso atual. Afinal, um X-bacon no meio da semana, faz muito bem, de vez em quando. :)

8 de junho de 2011

Refletindo #1



"Eu amo comida e eu odeio exercícios. Eu não tenho tempo para academias... Eu não quero estar na capa da Playboy ou Vogue. Eu quero estar na capa da Rolling Stone ou Q. Não sou uma criadora de tendências... Eu sou uma cantora ... Eu prefiro pesar uma tonelada e fazer um álbum incrível  do que parecer com a Nicole Richie e fazer um álbum de merda. Meu objetivo na vida é nunca ser magra."

 ;)

22 de maio de 2011

Dilemas #1

Acredito que todo o dilema de uma mulher é comprar roupas. Digamos que, eu sei bem o que é isso.Você acorda cedo no final de semana – meus únicos dias disponíveis – seu cabelo está uma droga, tudo armado. Você está com sono e com frio. E, na pior das hipóteses, na TPM. É pedir pra matar alguém.
Vai até seu guarda roupa, escolhe a primeira combinação que está na sua frente, prende o cabelo um rabo de cavalo, pega o essencial – ler: a mala que toda mulher carrega de tudo dentro – come qualquer coisa e parte. Chegando ao seu destino (shopping ou o centro da cidade) começa o dilema: LOJAS. Que loja entrar? Por via das dúvidas, a gente sempre entra em todas na esperança de ter “uma coisa que eu goste” lá, ou até mesmo para “dar uma olhadinha, depois eu volto”.
Um blusa, uma calça, outra blusa, uma jaqueta, um sapato, outra blusa, outra calça, um vestido, uma saia, um shorts, mais blusa, mais calça, outro sapato... e assim vai. Você parece um guarda roupa ambulante no meio da loja, até que aparece aquela mocinha, com uma sacola tamanho família falando pra você colocar suas escolhas lá, para ter maior comodidade e conforto na hora da escolha. E você passa horas nisso. HORAS! Pra chegar na hora decisiva: o provador. Essa parte, pra mim, é um martírio. Você despeja o quilômetro de roupas dentro do minúsculo provador, tira a sua roupa, que tem que jogar por cima da porta (ou daquele ferro da cortininha), porque não há mais espaço pra colocar elas nos penduradores...
- Vamos começar pela calça – é o que você fala, pegando aquela, sim, aquela que você maaaaais gostou. Uma perna, outra perna, e vai, puxa, puxa, puxa – respira – tem que passar pelo quadril, e para que isso aconteça você começa a fazer aquela dancinha da centopéia. Remexe pra um lado, remexe pra outro, encolhe a bunda, puxa e pula, puxa e pula, puxa e pula. Ok, pela bunda, depois da dancinha do sufoco, ela passou, agora é outro dilema: o botão fechar. Respira, respira. Murcha a barriga e prende a repiração. Uuuuuuuh, quase. Vamos, de novo: Murcha a barriga e se encolhe toda. Quase tropeça na pilha de roupas e cai de cara no espelho. Mas valeu a pena a calça fechou. Menos mal, me recuso a pegar um número maior. ME RECUSO! OH MY GOD COMO ESTOU GORDA! E é nessa parte que você lembra do fast-food no meio da semana, as trufas, o brigadeiro à noite em seu momento de carência... e faz milhares de promessas que irá começar o regime de saladas na segunda, mesmo sabendo que você não vai levar adiante. Depois da calça, você parte pras blusas. Todas M. TODAS. Prova uma, fica justa que você nem respira, e marca aquela gordurinha ali do lado, o que você não acha nada atraente. Ok, tira ela e joga num canto, parte pra outra, que nem entra. E você desanima, acaba desistindo de provar o resto pensando “eu nem gostei muito daquelas, mesmo”. Veste sua roupa, arruma o cabelo, pra não sair parecendo uma louca, que perdeu uma batalha. Recolhe toda a pilha de roupa jogada, deixa com a mocinha do provador e sai levando aquela calça que vai ser um sufoco pra vestir todos os dias, só pra não dar o braço e compra rum número maior e não sair de mãos abanando...
E vivemos nesse ciclo vicioso. Tudo que você queria era ficar linda, que nem aquelas modelos da capa da revista... mas você se xinga por ter coxas grossas, uma bunda um pouco grande e aquela barriguinha tão indesejável. Mas mulher de verdade mesmo, tem uma barriguinha, celulites e estrias... esses padrões são tão ridículos. E viva ao tamanho 44. ;)