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15 de julho de 2013

J.K Rowling publicou livro de romance policial através de pseudônimo

J. K. Rowling, a famosa escritora por trás da série Harry Potter e do recente suspense Morte Súbita, parece ter se envolvido em mais um caso. Ela vem secretamente utilizando o pseudônimo Robert Galbraith e, assim, escreveu o recente sucesso policial The Cuckoo’s Calling, publicado em abril deste ano. O livro conta a história de uma perturbada modelo que morre após uma queda. Seu irmão contrata Cormoran Strike, um veterano de Guerra que se tornou detective particular para realizar a investigação.


O interessante são alguns dos comentários acerca do livro antes da descoberta que J. K. havia escrito o livro: os resenhistas ficavam encantados com a forma que o autor descrevia roupas femininas (esquisito, pois é). Desde a publicação existia grande especulação acerca da autoria do livro. O escritor de livros policiais Peter James, declarou ao Sunday Times “Eu achei que era de um escritor maduro e não de um estreante”.

A autora afirma o seguinte: “Eu esperava manter esse segredo por mais tempo, ser Robert Galbraith tem sido uma experiência tão libertadora. Tem sido maravilhoso publicar sem toda aquele alvoroço ou expectativa e com o puro prazer ter um feedback sob um nome diferente”. Aí temos a justificativa do porquê dessa iniciativa da escritora: liberdade para escrever. O resultado foi excelente, visto que desde a publicação o livro já vendeu mais de 1500 cópias.

Uma das pistas que levaram à descoberta foi o fato de que J.K e “Galbraith”(seu pseudônimo), possuem o mesmo agente e editor. Além do livro tem sido publicado pela “Sphere”, que faz parte da editora que publicou “Morte Súbita”. E também algumas similaridades estilísticas.

A escritora revelou que David Shelley – o editor – foi um “verdadeiro parceiro neste crime”. Interessante é que o acontecimento não pode ser encarado como uma real surpresa, visto que a autora já havia revelado seu desejo de escrever literatura adulta utilizando pseudônimos. E, acredite se quiser, outro livro de “Robert Galbraith” está para ser lançado ano que vem!

Ainda não há data prevista para o lançamento no Brasil – fato é que com essa notícia, não deve demorar muito, e provavelmente virá com o nome da autora “verdadeira” em toda ação publicitária possível.

29 de novembro de 2012

Novo livro de J.K Rowling, “Morte Súbita” chega ao Brasil na próxima semana


Livro mais bem vendido no Reino Unido em 2012 e que dividiu a opinião da crítica especializada, “Morte Súbita”, novo romance da autora da saga Harry Potter, J.K. Rowling, chega ao Brasil na próxima semana, com tradução em português.


Editado pela Nova Fronteira e com cerca de 500 páginas, o livro é situado em Pagford, uma cidade aparentemente idílica no sudoeste da Inglaterra e começa com a morte de um vereador local. Essa morte faz com que uma parte dos moradores comece a planejar um esquema para encontrar um substituto que simpatize com a sua causa: libertar a classe média da convivência com um sórdido conjunto habitacional.

O livro aborda questões como a dependência de heroína, prostituição, família monoparental, desejos adolescentes e a religião Sikh, que a autora precisou estudar para escrever. O primeiro capítulo é introduzido por Charles Arnold-Baker, responsável pela Administração dos Conselhos Locais explicando a morte do político. A partir daí, a história da família de três adolescentes começa a ser introduzida.

Rowling explicou em evento para os fãs em Nova York que sua principal preocupação é que as pessoas entendam a moral da trama. “Quero que quando as pessoas comprem este livro, elas entendam porque antes da cena final, estes personagens tomam as decisões que tomam”, conta com suspense.

A autora diz que “continuará matando pessoas” no romance. “Tenho um tipo de obsessão com a morte. Este livro mostra a mortalidade de diferentes pontos de vista. Mas não quero fazer ninguém chorar com ele”, comenta.

“Minha mãe morreu muito jovem, foi uma experiência muito intensa. Minha família era de aristocratas ingleses e velhos, morria gente o tempo inteiro, foi algo que vivi com muita frequência. Este livro fala sobre o externo e o interno. No fim, não é a família o mais importante, mas a mistura da sua religiosidade e moralidade”, conclui a autora.

Romance adulto da autora de “Harry Potter” divide opiniões dos críticos
“‘The Casual Vacancy’ não é uma obra prima, mas não é de todo ruim: inteligente, esforçado, e muitas vezes engraçado”, disse Theo Tait, no britânico Guardian. “O pior que se poderia dizer a respeito, realmente, é que ele não merece o frenesi midiático que o cerca. E quem hoje em dia acha que mérito e publicidade têm algo a ver um com o outro?”

Publicidade, aliás, é o que não faltou no primeiro trabalho de Rowling após os sete volumes da série “Harry Potter”, que venderam 450 milhões de exemplares no mundo todo. Em Londres, muitas livrarias abriram antes do normal para atender à demanda, e nos EUA o livro saiu com uma tiragem inicial estimada em 2 milhões de exemplares.

Andrew Losowsky, do Huffington Post, disse que o romance merecia ser publicado, mas talvez não esteja à altura da expectativa que gerou. “Será que esse livro seria publicado se não fosse pelo nome na capa? Quase certamente (sim). Será que alguém prestaria muita atenção a ele e à sua mensagem? Provavelmente não.”

Mas ele também disse que Rowling, de 47 anos, deveria insistir na ficção adulta, embora a autora já tenha dito que seu próximo trabalho provavelmente será infantil.

“Embora algumas sequências pareçam estar a algumas versões de ficarem prontas, outras são escritas com uma fluência e uma beleza que sugerem que poderia haver mais e melhores obras vindo da sua pena.”

Boyd Tonkin, do Independent, opinou que Rowling se sai melhor na descrição dos personagens mais jovens, ao passo que seus pais às vezes parecem caricaturais. “Toda a turbulência social e hormonal que os últimos volumes de ?Potter’ precisavam cobrir com eufemismos de fantasia aparecem plenamente à vista aqui.”

O conservador Daily Telegraph criticou o tratamento dado à classe média no livro. “Enquanto Rowling dá o devido respeito aos personagens mais pobres e maltratados, subindo na escala social ela fica ocupada entalhando (personagens) grotescos”, escreveu Allison Pearson, que deu três estrelas ao livro.

Rowling é considerada a primeira escritora (ou escritor) a fica bilionária com a venda de livros e direitos para o cinema, mas ela começou a carreira literária, na década de 1990, num momento de dificuldades financeiras, como mãe solteira e desempregada, dependente de benefícios sociais. Ela é uma tradicional apoiadora do Partido Trabalhista.

Mas talvez a crítica que mais desagrade à autora tenha sido a de Monica Hesse, no The Washington Post. “Ao longo de ‘The Casual Vacancy’, eu não conseguia deixar de ter um pensamento dominante, que a devotada fã que existe em mim odeia partilhar, já que tenho certeza de que é o que Rowling mais detesta escutar: esse livro seria um pouco melhor se todo mundo tivesse uma varinha de condão.”.

Fonte: UOL