Mostrando postagens com marcador literatura nacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura nacional. Mostrar todas as postagens

14 de agosto de 2013

Resenha: Simplesmente Ana, Marina Carvalho

Simplesmente demais. Começo essa resenha com esse trocadilho tosco, mas é o sentimento que ficou após ler a última página do livro, fechar, pegá-lo e abraçá-lo e suspirar. Lindo. 


Simplesmente Ana é o livro de estréia da autora nacional Marina Carvalho. Quando fiquei sabendo que se tratava de uma história de princesa, nem hesitei em ler, fui logo dando a chance de matar a curiosidade sobre o que havia naquelas páginas.

Ana Carina tem 20 anos, mora em Belo Horizonte, faz faculdade de direito e tem um estágio num escritório. Ela vive com sua mãe, Olívia, dona de um famoso buffet. Ana não conhecia seu pai; sua mãe lhe dissera que ele a abandonara quando descobrira que estava grávida. Sendo assim, Ana parou de questionar sobre seu pai e se conformou em levar uma vida sem a presença dele.


Um dia desses, ao entrar no Facebook, Ana de depara com uma mensagem de um cara estrangeiro, muito parecido com ela, com um nome estranho, declarando ser seu pai. Ela, custando a acreditar, mas com aquela centelha de esperança já crescendo em seu peito, aceitou um encontro com ele. E nesse encontro, Andrej vai lhe contar toda a verdade: quem fugiu ao saber da gravidez foi sua mãe e não ele; e bom, além da revelação dele ser o pai de Ana (e Olívia confirmar isso), ele revela que é rei de um país lá da Europa, a Krósvia... um país que Ana nunca havia escutado sobre, mas que agora, seria frequente no vocabulário dela... pois, se ele rei, ela só podia ser uma PRINCESA!

A partir desse momento, a vida de Ana sofre uma reviravolta, e ela parte com seu pai para conhecer o outro lado da sua família, naquele estranho país. Estranho porém lindíssimo. Assim como o enteado de seu pai, Alex. Meu senhor, que homem era aquele?! Ela deixou pra trás sua mãe, seus avós, e sua melhor amiga, trancando sua faculdade por 6 meses; mas Ana passa por coisas que a fazem ter autoconhecimento, e além de tudo, descobrir o amor. Um verdadeiro conto de fadas para você ficar suspirando por aí, depois.


Acho que nem preciso falar que dou 5 estrelinhas pra esse livro, né? A capa é linda, a história é linda, o trabalho da Novo Conceito é lindo. Fiquei com vontade de ir pra um país na paradisíaco na Europa. =(
Adorei a criatividade da autora, e para quem pensar que ela copiou Meg Cabot, está enganado. A história pode até lembrar, mas é totalmente diferente. Aliás, ela até brinca em algum dos capítulos com a história da princesa Mia. Ah, um detalhe que achei um show também: os nomes de alguns capítulos são pedacinhos de músicas (ou com uma pequena adaptação) ou então, frases conhecidas nossas. Demais! :D


24 de janeiro de 2013

30 livros de autores brasileiros para morrer antes de ler



"Dando sequência a série de listas polêmicas, pedi aos leitores, amigos do Facebook e seguidores do Twitter — escritores, jornalistas, professores —, que apontassem, entre livros conhecidos de autores brasileiros, quais eram os piores que haviam lido. Cada participante poderia indicar até cinco livros, sem repetir autores, tendo como critério principal o gosto pessoal. Como nas listas anteriores, o objetivo não é zombar ou ofender o gosto alheio, é, sobretudo, uma diversão e reflete apenas a opinião dos participantes consultados. Se podemos ter a lista de nossas preferências, por que não podemos ter a lista daquilo que não gostamos?  Na lista, aparecem livros de escritores consagrados como José de Alencar, Ruy Castro, Clarice Lispector e Jorge Amado. O resultado,  embora subjetivo, pois se baseia meramente no gosto pessoal e não avaliação crítica dos livros citados, não deixa de ressaltar a validade da célebre frase de Mark Twain: “Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum”. Eis o resultado baseado na quantidade de citações."

Iracema - José de Alencar
O Guarani - José de Alencar
Marimbondos de Fogo - José Sarney
Saraminda - José Sarney
Animais em Extinção - Marcelo Mirisola
Como Desaparecer Completamente - André de Leones
O Diário de um Mago - Paulo Coelho
Brida - Paulo Coelho
O Alquimista - Paulo Coelho
No Buraco - Tony Bellotto
Mentes Perigosas - Ana Beatriz Barbosa Silva
O Tigre Na Sombra - Lya Luft
O Lado Fatal - Lya Luft
O Crepúsculo do Macho - Fernando Gabeira
O Xangô de Baker Street - Jô Soares
As Esganadas - Jô Soares
Mar Morto - Jorge Amado
Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
Estorvo - Chico Buarque
O Mundo Não é Chato - Caetano Veloso
Triângulo no Ponto - Eros Grau
A Paixão Segundo G.H. - Clarice Lispector
O Inverno das Fadas - Carolina Munhóz
O Dia Mastroianni - João Paulo Cuenca
A Vida Sabe o Que Faz - Zibia Gasparetto
A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
Farewell - Carlos Drummond de Andrade
Rosinha, Minha Canoa - José Mauro de Vasconcelos
Obra Completa - J. G. de Araújo Jorge
Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo - Nélida Piñon

Fonte: Jornal Opção, escrito por Carlos William Leite

10 de setembro de 2012

Clássicos da literatura nacional viraram games!

Algo inesperado? Pois é, muito! É nessas e outras que vemos o quão criativas as pessoas podem ser ao misturar os assuntos, mas isso é também, um grande incentivo à leitura de livros nacionais - que, convenhamos, há muitos que são ótimos, porém, não há aquele estímulo tanto quanto os mais recentes e geralmente, da literatura estrangeira.



Nisso, o projeto que está unindo os dois assuntos (o link estará no final do post), dará versões de games online para três clássicos: "Dom Casmurro", de Machado de Assis; "O Cortiço", de Aluísio Azevedo; e "Memórias de um Sargento de Milícias" de Manuel Antônio de Almeida. O responsável por essas adaptações é o escritor Toni Brandão.
A iniciativa surgiu diante da ideia de que a cultura digital possa ajudar no incentivo ao acesso dos jovens à literatura nacional. O jogo tem a intenção de aproximar o adolescente do clássico em questão. No portal do projeto, estarão disponibilizados, também, os livros originais digitalizados, curiosidades sobre a obra e informações sobre o autor. Aparentemente, no jogo, o roteiro é baseado na trama da obra, mas o desfecho pode ser escolhido pelo jogador, que interage com a história, conhecendo-a e redefinindo-a. Ao longo da brincadeira, trechos da obra são mostrados, para incentivar a leitura na íntegra.

O objetivo desse projeto é totalmente livre do comércio, diferente dos jogos de diversos livros que já ouvimos falar: Harry Potter, Senhor dos Anéis... 
Mesmo com uma atitude grandiosa dessa, devemos ter em mente que talvez esses joguinhos não "conseguirão trazer a emoção ou entretenimento" como nos outros jogos citados. São jogos simples, com gráficos simples. Mas não devemos depreciá-los por causa disso afinal, o jogo só tem a intenção de despertar a atenção de gamers, e, cim essa atenção garantida, deixar para os clássicos a tarefa de balançar seus corações.

A maioria dos estudantes - assim como eu -, que passaram ou estão passando pela época de vestibulares, com certeza tiveram acesso à esses clássicos e, como uma estudante que teve que ler muitos "por obrigação", sei o quanto é difícil ler algo que não chama tanto a atenção ou, então, não condiz com a nossa linguagem coloquial de hoje. Machado de Assis que me perdoe, mas até hoje eu não tenho vontade de tocar em Dom Casmurro. E o por quê disso? Acredito, também, que pela falta de estímulo que é dada aos estudantes. Se um professor não sabe "levar" seus alunos e fazê-los despertar o interesse em ler, é claro que a tarefa passará a ser metódica e chata. Muitas provas de literatura foram assim: livros lidos por obrigação somente para responder à dez míseras questões que, hoje, percebo que não fazem a menor diferença na minha vida. E o vestibular? Listas de 10 à 15 livros para a prova do ano. O aluno acabará lendo sem vontade, sem atenção necessário. É um sistema falho pois, ao invés de focar em 10 livros clássicos, deveriam rever conceitos e fazer uma prova que focasse somente em um livro ou no máximo - estourando - em quatro, para poder fazer com que o aluno não se sinta na obrigatoriedade de ter uma leitura metódica, e fazer uma prova metódica. Com certeza, a literatura brasileira deixaria de ser tachada como "chata", pela maioria dos alunos.


Sobre o Autor:
Priscila Guerra
Priscila. 20 anos. Mora em São Carlos - SP. Estudante de Linguística na UFScar. Fã de Green Day e McFly. Chata, impulsiva, neurótica, alegre, boba, feliz, criativa, desligada, teimosa, ciumenta. Blogueira, aspirante à escritora. Devoradora de livros. Colecionadora de CDs, All Star, lapiseiras.