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10 de abril de 2013

Livro analisa 'criatividade' de títulos de filmes traduzidos para o português

Algum vez na sua vida, quando estava de pernas pro ar em casa, passando os canais na TV, você já deve ter notado algo estranho na tradução dos nomes dos filmes, certo? Às vezes, uma gargalhada ou outra é inevitável, de tão... ruim que ficou. E não só, às vezes a tradução, a dublagem também pode ser uma piada...

“Shane” ficou “Os Brutos Também Amam”. “Giant” deixou de ser “gigante” e virou “Assim Caminha a Humanidade”. Dois nomes próprios, “Jack and Jill”, resultaram em “Cada um tem a Gêmea que Merece”. E “Airplane” não podia ser apenas “Avião” – melhor trocar para “Apertem os Cintos…O Piloto Sumiu”.

Nem sempre é fácil entender o que está por trás da criatividade de quem traduz títulos de filmes do inglês para o português. Com 13 anos de experiência como tradutor, o professor gaúcho Iuri Abreu decidiu tentar: analisou quase 300 produções, comparou os nomes originais com as versões brasileiras e chegou à conclusão de que as escolhas são mais fruto de marketing do que de tradução. “A decisão é sempre baseada no público alvo”, afirmou, em entrevista ao iG .



A pesquisa de Abreu – reunida no livro “Perdidos na Tradução”, da editora Belas Letras – sugere que grande parte dos títulos em português, dos engraçados aos estranhos, se preocupa em explicar ao máximo qual o tema ou o gênero do filme. “Muitos nomes em inglês são enigmáticos, não dão a menor ideia da história. No Brasil há uma tentativa de explicitar, dar uma dica, não deixar dúvida”, disse o autor.

Para isso, estabeleceram-se recursos básicos, a começar pelos subtítulos. Verdadeira febre nacional, são usados principalmente quando o título original é mantido, seja ele uma palavra em inglês (como em “Ghost – Do Outro Lado da Vida” e “Halloween – A Noite do Terror”) ou o nome de um personagem (“Ace Ventura – Um Detetive Diferente” e “Forrest Gump – O Contador de Histórias”).

Um dos exemplos favoritos de Abreu é “Christine – O Carro Assassino”. “Em inglês poderia ser uma mulher, porque é apenas um nome próprio. Mas no Brasil quiseram deixar claro que é sobre um carro, e um carro que mata”, afirmou.

Há também o recurso “palavra-chave”, muito usado como indicador de gênero. Comédias costumam ter no título “loucura”, “confusão” ou “muito louco”, enquanto filmes de terror são facilmente identificados por termos como “maldito”, “assombrada” e “mortal”. “Parece que existe uma caixinha com palavras e o pessoal só coloca a mão e tira uma”, brincou Abreu.

Brasil e Portugal
Para saber se a criatividade na tradução era exclusividade do Brasil, o autor comparou todos os títulos nacionais com suas versões portuguesas.

A leitura sugere que, em geral, as tendências são as mesmas, embora Portugal costume manter mais nomes originais (e até sem subtítulo) do que o Brasil.
A lenda de que “Psicose” (ou “Psycho”) virou “O Filho que era Mãe” em Portugal é falsa – lá, o filme é apenas “Psico”. Mas outro clássico de Alfred Hitchcock ganhou tradução no melhor estilo “spoiler”, entregando parte da trama. “Vertigo”, que literalmente significa “vertigem”, foi traduzido como “A Mulher que Viveu Duas Vezes”, ainda pior que a opção brasileira, “Um Corpo que Cai”.

Apesar de elencar as escolhas duvidosas, o livro de Abreu também reconhece o difícil trabalho dos tradutores de língua portuguesa, e vê acertos mesmo quando não há fidelidade ao original. Para ele, é preciso buscar alternativas nos casos em que o nome em inglês carrega referências culturais muito específicas ou possui palavras de pronúncia muito difícil.

Um exemplo é o suspense “Crime na Casa Branca” (Brasil) ou “Homicídio na Casa Branca” (Portugal). O original, “Murder at 1600″, faz referência ao endereço da residência oficial do presidente norte-americano em Washington: 1600 Pennsylvania Avenue. “O americano comum reconhece o termo muito facilmente, porque é algo usado nos jornais. Mas em português é preciso traduzir e buscar outra coisa”, explicou.

Entre seus títulos preferidos estão “O Poderoso Chefão”, que “tem mais a ver com filme de máfia” do que “O Padrinho”, caso tivessem optado pela tradução literal de “The Godfather”; e “Bonequinha de Luxo”, versão de “Breakfast at Tyffany’s”, uma referência ao hábito da protagonista de tomar café em frente ao prédio da luxuosa joalheria na Quinta Avenida, em Nova York. “Na época em que o filme foi lançado (1961), talvez as pessoas não entendessem”, disse.

Mas ele considera difícil traçar padrões de boas traduções. “Melhor do que criar regras”, afirmou, “é usar o bom senso.”



22 de dezembro de 2011

Caixa de correios #3

Bom dia, peeeeeople!
Caixinha de correio especial de Natal :D
Fiquei muito muito muito feliz com o que recebi, havia alguns livros que eu estava esperando muuuuito e querendo muito ler. Sem mais delongas, vamos lá!

Recebi da Editora Novo Conceito esse kit de "Qual seu Número?" e os baldinhos de pipoca, que solicitei havia um booooom tempo, aí deu um grande rolo com os correios e tals. Mas, no fim, acabei recebendo essa semana, e esse livro será o meu próximo da lista de leitura. O exemplar adicional, vai para a promoção de aniversário do blog que vou lançar em janeiro! hiihihih :D


Esses sete livros foram cortesia da Editora Belas Letras. Parecem ser ótimos, e logo terá mais resenhas dos livros da Editora por aqui. Como vocês sabem, o Tico, vulgo meu namorado, andou invadindo por aqui e falando sobre o Guia do Mochileiro das Galáxias. Então, deixei esses dois últimos livros com ele, pra quem sabe, ele voltar a postar resenhas por aqui. :P
Recebi também, "Orgulho e Preconceito", Jane Austen,  da Editora Martin Claret. Li resenhas e ouvi recomendações sobre esse livro MUITO boas, e acabei solicitando ele.
Agora, eu recebi e estou lendo "Estrela Píer" da Kamila Denlescki, lançado pela Editora Novo Século, como já fiz propaganda aqui no blog. Acho que foi amor à primeira vista pela capa desse livro. Vi a Poliana, do blog Território das Garotas, falando super bem e fiquei encantada. Fui atrás, e juro, não estou me arrependendo. Logo terminarei de ler e postarei uma resenha.

Acabou de chegar esse kit lindo da Editora Sextante *_* O livro "Quando ela se foi" é pra mim... porém, os marcadores, os bloquinhos, o livrinho "Vai dormir, po#4ra" e os buttons, serão pro sorteio de aniversário do blooooog *_* 

O que eu li: O Mala - Mario Koster (resenha aqui)
O que estou lendo: Estrela Píer - Kamila Denlescki

É isso aí, minha gente.
Bom Natal pra todos os leitores! Com muitos presentes e comidinhas deliciosas!
Beijos, beijos! :**

19 de dezembro de 2011

Resenha: O Mala - Mario Koster

 


O Mala - Manual de identificação e uso.
Autor: Mario Koster
Editora: Belas Letras
Páginas:  80


Quem nunca conviveu com um mala? É, aquelas pessoas bem... malas, que te atormentam e incomodam meio mundo. Bom, em minha "vaaaaasta" (uh) experiência de mundo, pelo menos, já convivi com um... ou mais! Nessa rotina, acho que não é tão difícil assim encontrar um mala e seus diversos tipos, pessoas bem inconvenientes, amigos, parentes ou até um desconhecido metido a engraçadinho, que insistem em nos perturbar e além de gostar irritar. Nesse livro, "O Mala, manual de  identificação e uso", pude perceber alguns tipos.
Com blogueira, e viciada em internet... posso dizer que o que mais encontro  o Mala na Internet. Quem nunca recebeu aqueles e-mails giganteeeeescos com correntes sem pé nem cabeça, que tem que passar em meia hora porque, senão, o amor da sua vida não irá aparecer antes dos 7 anos? Ou então, aqueles e-mails com fotos de cachorros sendo mortos, pessoas mortas, pessoas desaparecidas, papagaios desaparecidos. Mas parece que o infeliz CURTE mesmo uma tragédia, e não se cansa de enviar esse maldito spam. E não é por nada, mas com essa onda do Facebook agora... pessoas malas que curtem status alheios, comentam em status o qual não foi mencionada e não sabe do que se trata... e ainda continua com a maldita mania de compartilhar fotos de pessoas/animais mortos e sendo torturados. Gente, compartilhar isso não vai ajudar. Ajuda só vem se levantar o bumbum da cadeira e se mobilizar.
Mas há também, outros tipos como o Mala Intelectual (conheço bem esse tipo também!), o Mala Light, o Mala de academia, o Mala em festas, o Mala Marketeiro... enfim, vários tipos que nós temos que aturar no decorrer do dia, semana, ano. E até aqueles momentos malas, que parece ocorrer justo quando mais precisamos fazer algo ou falar com alguém... aiai, essas malices da vida.

Espero que gostem!
Beijos e até mais!