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2 de agosto de 2011

Resenha: Sushi - Marian Keyes

Sushi
Autora: Marian Keyes
Editora: Bretrand Brasil
Páginas: 560

Após o estrondoso sucesso dos livros Melancia e Férias!, Marian Keyes mantém sua insuperável criatividade em Sushi, com uma atmosfera envolvente e divertida. A vida de três mulheres é matéria-prima do romance: a editora Lisa Edwards, sua assistente Ashling Kennedy e a dona de casa Clodagh. Lisa é ambiciosa, durona, sofisticada, e anda muito mal-humorada desde que foi transferida para Dublin, em vez de Nova York. Ashling é pisciana, solitária e ansiosa, e vai conhecer o charmoso humorista Marcus Valentine. Clodagh tem a vida que muitas mulheres sonham: é casada com um homem bonito, possui dois filhos encantadores e uma casa no melhor bairro da cidade, mas não se sente satisfeita. Sushi é um livro sobre a busca da felicidade. Esse romance consolida Marian Keys como a jovem autora mais popular da Grã-Bretanha. A verdade é uma só: seus livros são uma delícia.

  Sushi tem como personagem principal não uma mulher, mas sim, três. Lisa, uma editora durona que foi escalada para ser a "comandante" de uma nova revista que será lançada em Dublin. Ashling, que vai passar a ser o braço direito de Lisa, e futuramente a namorada do famoso Marcus Valentine. E Clodagh, a melhor amiga de Ashling.
  Ashling é o estilo de garota simples, que procura um emprego, um amor e a felicidade. Porém, ela tem uma obsessão em ajudar os outros, e na sua bolsa (ou mala) sempre é um kit sobrevivência, pois nunca se sabe o que pode acontecer né? A Srta. Quebra-Galho, sem sal, sem muito destaque na vida (e sem cintura!), que será atormentada por Lisa e Jack Devine... que desde a entrevista para o emprego não foi com a cara dela.
  Já Lisa, sonhadora e batalhadora, estava esperando uma promoção, para que lhe enviassem a Nova York, para ser editora chefe de uma revista famosa lá... mas ela é mandada pra Dublin, chuvosa, com uma revista nova para ser lançada, a Collen. Lisa praticamente surta, e ao descobrir que Ashling é sua assistente (um tipo de pessoa que ela particularmente não gosta), começa a infernizá-la.
  Dado esse estopim, a vida de cada uma será cruzada e nunca mais será a mesma. O que elas tem em comum, é sempre acharem que falta algo em suas vidas.
  Lisa está se separando de Oliver, aquele que combina perfeitamente com ela, e apesar de ser apaixonada por ele ainda, não quer admitir e dar o braço a torcer que essa separação está deixando ela um caco.
  Clodagh, embora seja casada com Dylan, ex de Ash, e ele seja um marido atencioso e super fofo que lhe dá tudo que precisa, uma vida tranquila, sem que ela precise se dividir entre trabalho, casa e filhos, ela se vê cada dia mais insatisfeita com ele e com essa vida. Irrita-se com facilidade com seus filhos e marido, fazendo com que se afaste cada vez mais deles.
  As três personagens, em algum momento da história e por motivos diferentes sofrem um colapso nervoso, o que nos mostra a fragilidade do ser humano.
  Acredito que a maioria das pessoas pensam que por ter três personagens principais, o livro ficaria um pouco difícil de compreender, porém, Marian Keys, conseguiu desenvolver bem, entrelaçando as histórias de cada uma, dando uma dinâmica muito boa.
  Nesse livro, Marian trás assuntos como a depressão e a insatisfação pessoal, a busca por uma pessoa, por um amor, reconciliação e traição, mostrando a evolução, "decadência" e estabilização de cada uma. Dos três que já li, acredito esse seja o mais envolvente com o leitor, onde a leitura não se torna tão cansativa. As personagens homens como Jack Devine e Dylan, são como a autora diz "é... de molhar a calcinha!" ashusuhasuhasuh. 
  Enfim, a mensagem do livro, no final (o que eu entendi, pelo menos) é: não importa como sua vida é, como foi, como está, não importa o que aconteceu no passado, não importa mudanças. Coisas boas acontecem e tudo no seu devido tempo. A vida continua.
Super indicado!

Até a próxima :*

3 de julho de 2011

Resenha: Férias - Marian Keyes

 Férias!
Autora: Marian Keyes
Editora: Bretrand Brasil
Páginas: 545

"Marian Keyes retrata o universo feminino de modo irreverente e cômico. As protagonistas não são beldades, elas têm problemas comuns a qualquer mortal. Em Melancia, o primeiro grande sucesso da autora, Claire é abandonada pelo marido com uma filha recém-nascida nos braços e volta para a casa dos pais. Rachel Walsh, personagem principal de Férias!, é irmã de Claire e, após perder o emprego em Nova York, ser deixada pelo namorado Luke Costello e quase morrer de overdose, é obrigada pelo pai a se internar em uma clínica para dependentes químicos na Irlanda. Pensando que iria para um spa curtir férias, Rachel se revolta quando descobre que está internada em um centro de reabilitação, e se recusa a admitir que tem sérios problemas, afinal, "não era magra o bastante para ser uma toxicômana". Ela precisará atravessar uma intensa jornada até reconhecer seus erros  e reconquistar as pessoas que mais ama"

Nesse livro, o foco é o uso de drogas. Marian Keyes sempre tentando inovocar e explorar novos horizontes, nos apresenta a história da Rachel, outra integrante da maluca família Walsh. Rachel tem a vida agitada em Nova York, um namorado que ela é completamente louca por ele, mas tudo está indo pro ralo quando ela começa a se envolver com drogas, e mais drogas.
Após a noite em que se dopou de calmantes, escreveu um poema nonsense falando que estava deixando esse mundo, Brigit (sua amiga e companheira de apartamento), telefona para o pai de Rachel, contando sobre o acontecido. Nisso ele vai buscá-la lá em Nova York para interná-la num centro de reabilitação em Dublin, o que ela tem convicção que é um lugar maravilhoso (um estilo SPA) e que irá passar umas "férias" até se sentir totalmente nova e recuperada.
Mero engano cara Rachel. Ela se depara num lugar em que as pessoas acordam cedo para ajudar no local e participar das atividades.  Com uma vontade louca de sair de lá, uma saudade imensa de Luke e de sua vida de antes, Rachel passa por altos e baixos, e mais, tenta avaliar até questões de sua infância, para que ela comece a aceitar que é uma viciada e possa seguir em frente, com uma vida nova.
O livro em si é muito bom, Marian soube explorar bem o assunto de uma maneira leve e cômica. Em alguns pontos, achei a leitura meio cansativa, pelo desenrolar da história. A autora alterna entre pontos do passado, com o presente, até que os dois se encontrem e deem sentido à história. A partir da metade do livro, mais ou menos,  a leitura se torna daquelas "eu preciso terminar de ler isso agora, já, nesse momento". E, uma coisa que eu achei bem interessante, é que a autora aborda um "trauma" de infância da personagem, e mostra como isso pode influenciar no futuro e presente.
Muito bem recomendado!

Até a próxima! :*

9 de junho de 2011

Resenha: Melancia

Melancia
Autora: Marian Keys
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 490

Com esse romance engraçadíssimo e irrevente, a autora irlandesa Marian Keyes conquistou milhares de leitores no Brasil e no mundo. A protagonista Claire tem 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar o seu caso de mais de seis meses com a vizinha também casada. Claire, se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e muita depressão, bebedeira e choro. Mas ela decide avaliar os prós e contras de um casamento desfeito depois de três anos e quando começa a se sentir melhor, o ex-marido reaparece para convencê-la a assumir a culpa por tê-lo jogado nos braços de outra. Claire vai recebê-lo, no entanto, reservará uma bela surpresa para o ex.

Claire foi abandonada pelo marido assim que deu à luz a seu primeiro filho. Ela não podia acreditar que ele a estava trocando pela vizinha do andar de baixo, uma mulher "muito boazinha, de 35 anos". Arrasada emocionalmente, com um filha para se criar e com um corpo parecido uma melancia, ela decide deixar Londres para trás e voltar para Dublin, na casa de seus pais. Só que ao chegar lá, as coisas não andavam de vento em polpa: o pai à beira de um ataque de nervos, a mãe com fobia de cozinha e viciada em telenovelas e duas irmãs, uma, destruidora de corações; outra, fanática pelo ocultismo, viciada em drogas.
Nessa temporada em Dublin, Claire fica se lamentando sobre a separação com James, passar a passar o dia embriagada e entra em depressão, tendo atitudes um pouco irritantes. Mas esse período, fez com que ela abrisse os olhos e refizesse sua vida. A começar pelo novo interesse que surgiu sobre Adam, um colega de classe de sua irmã na faculdade. Adam, o lindo, sensível, educado e boa pinta. O problema é que Claire acha que Helen (sua irmã demolidora de corações) está apaixonada, pela primeira vez, pelo sensível e super fofo do Adam, e ela não quer magoá-la. E quando Claire pensa que sua vida está tomando um novo rumo, o tal do James, seu ex-marido, volta e tenta convencê-la a todo custo que ela foi a culpada pelo casamento ter ido pelo ralo, e por culpa dela, ele foi obrigado a procurar uma amante. É mole?!
Como uma boa mulher que se refez ainda mais forte, Claire surpreenderá a todos com uma bela surpresinha.

***
Em alguns pontos eu me diverti bastante com as paranóias da personagem. Em outros me identifiquei muito. A autora escreve exatamente, pelo menos acho eu, como uma mulher já se sentiu alguma vez na vida. Desde o momento em que você abre o seu guarda-roupa e não acha nada que lhe sirva, até mesmo os sofrimentos que uma dia foram causados por algum homem. A melhor parte é quando ela começa a perceber o que é o melhor a ser feito e decide dar a volta por cima.
Melancia é uma rara surpresa da literatura estrangeira, por esse motivo, não devemos estranhar o sucesso que Marian Keyes fez e faz. Retratando o universo de uma mulher dos 30 anos por meio de personagens carismáticos, suas reviravoltas com comentários hilários e feministas, alfinetadas são dadas ao comportamento masculino.
Um leitura, pode-se até dizer,  água-com-açúcar que foi montada com clichês cotidianos, mas certeiro na criação de uma boa história.

Até a próxima! =*